Significado de Virago (ref.: Língua Portuguesa - por Cláudio Moreno)

    A forma virago, em Latim, significava "mulher forte, destemida, heróica", e com esse mesmo sentido entrou no nosso idioma. Assim aparece na Vulgata, a versão latina da Bíblia, e assim o emprega Vieira, quando, comentando a passagem do Gênese onde Eva é chamada de "virago", critica a mulher de Adão por não ter sabido resistir aos apelos insinuantes da traiçoeira serpente:

    "... pôs-lhe por nome Virago, dizendo que assim se havia de chamar de ali por diante. E contudo, não mesmo Adão, nem algum de seus descendentes chamou nunca tal nome a Eva. E por que razão perdeu Eva o elogio de tão honrado nome? - Porque lho pôs Adão sem exame, nem testemunho da experiência; e na primeira ocasião que se ofereceu, viu que não tinha nada de varonil e que era indigna do nome de Virago. Quem não teve valor para resistir a uma cobra, nem peito para rebater uma maçã (vede que bala!), porque se havia de chamar Virago?" [os grifos são meus; o estilo genial, do Vieira ]

    Em pouco tempo, contudo (Vieira é do séc. XVII), virago assumiu o significado que hoje tem: "mulher que tem estatura, voz, aspecto, maneiras de homem" (Aulete); "mulher robusta com estatura e forças de homem" (Morais). Fui catar esta em Gilberto Freyre, que não deixa dúvida: "Mme Durocher - um virago, uma mulher-homem, vestindo-se de sobrecasaca, calçando-se com botinas de homem - foi uma das primeiras mulheres a andarem a pé pelas ruas do Rio de Janeiro; e causou escândalo". Como era de se imaginar, o vocábulo não poderia deixar de aparecer no romance Luzia Homem, de Domingos Olímpio: "Mulher que tinha buço de rapaz, pernas e braços forrados de pelúcia crespa e entonos de força, com ares varonis, uma virago, avessa a homens". E assim também em Euclides da Cunha, em Camilo Castelo Branco, entre outros grandes. A própria passagem do Gênese (2:23), comentada por Vieira, tem nova redação na versão moderna do Velho Testamento: "Então disse o homem: esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada".

    Há quem ainda hoje, na área jurídica, insista em opor ao "cônjuge-varão" o "cônjuge-virago", alegando motivos etimológicos. Estão duas vezes sem razão: primeiro, porque etimologicamente virago nunca foi um feminino genérico de varão, que pudesse ser aplicado a qualquer mulher; segundo, porque (cometo o pecado de citar a mim mesmo) "as palavras são o que valem hoje, não o que valiam há trezentos anos". Se eu usar hoje o termo virago com relação a uma mulher, ela terá todo o direito de se sentir insultada.

 História da Virago (ref.: ViragoTech)

   Há um tempo atrás, Tom Fortune, Editor Contribuidor da Motorcycle Online escreveu um artigo sobre os 15 anos de história da Virago e a herança que ela construiu. O artigo foi entitulado "15 anos de Viragos -- Desde 1981, Provendo o Estilo Americano Único".

    "Herança - pronuncie essa palavra a uma população de motociclistas e Harley-Davidson normalmente vem à mente. Pronuncie Yamaha a esta mesma população e pode esperar por uma briga. Mas Yamahavem construindo lentamente uma herança própria através de sua linha de estradeiras Virago. A Virago 750 1981 foi a estradeira V-twin original do Japão, e 15 anos depois ela ainda é, discutivelmente, a moto japonesa mais popular no que se trata de tradição no estilo Americano.

   Do meio ao final de 1970 um novo estilo de motocicleta começou a aparecer no cenário Americano - a Custom. Cansados do visual de Motocicleta Japonesa Universal, os donos foram personalizando suas motocicletas por conta própria. Estilistas americanos notaram a popularidade de um visual "caseiro" - estradeira (chopper). Altas, guidon voltados para trás, escapamentos altamente cromados, bancos de 2 alturas com encostos e garfos dianteiros estendidos foram a febre entre os customizadores. Os estilistas pediram ao Japão para oferecerem esses itens como um "pacote de fábrica".

    Aqui, as Customs e Especiais nasceram. Baseadas nos modelos Padrão, as Customs proveram ao motociclistas toques extras de estilo como rodas personalizadas, bancos de 2 alturas com plush e trabalhos de pintura em 2 tons. Foi um sucesso instanânoeo, e normalmente superavam as vendas dos modelos em que eram baseados. Mas é claro que a motocicleta mais popular para se personalizar continuou a ser a Harley-Davidson.

    Durante o período "nascente", o Gerente de Planejamento de Produtos Motociclísticos da Yamaha nos EUA era Ed Burke. A pesquisa de Burke verificou que apesar de motociclistas adorarem o visual das Customs baseadas na UJM (Motocicleta Japonesa Universal), eles também gostariam de ter a aparência e força características de uma V-twin refrigerada a ar, mas com um preço melhor. Então Burke, trabalhando de perto com o designer engenheiro da Yamaha "Hap" Ueno, encabeçaram um novo projeto e juntos desenvolveram algo único. O modelo era focado em uma V-twin de 75° com um cilindro traseiro deslocado. Eles descobriram que esse leyout iria oferecer um balanceamento ótimo entre eixos, peso viés e controle de vibração enquanto provê resfriamento estendido para o cilindro traseiro - os cilindros das Harley-Davidson não possuem deslocamento - eles compartilham um "crankpin" com hastes conectoras do tipo garfo-e-língüeta (uma haste é normal e a outra é dividida no final de forma que tenha 2 "journals" e se fixa na mesma linha central que a outra haste).

    Então, em 1982, a Virago Xv750 nasceu. Como o princípio de qualquer design japonês, a Virago se tornou a primeira motocicleta street produzida em massa que usava uma suspensão trazeira single shock. Outro toque estilista único que Burke incorporou no design original foi o eixo de direção de baixa manutenção, garfos ajustáveis a ar, rodas de alumínio  e é claro, muitos itens Custom - quadro baixo, guidon alto, banco de 2 alturas e muitos cromados. Para dar ao motor da Virago o visual de "ar aberto", o motor foi suspenso por um quadro de aço-estampado em um "stressed-member fashion".

    O quadro incomum também serviu como uma caixa apra o filtro de ar. Foi um sucesso de vendas, que continua até hoje. E foi o início de um fenômeno de importação - a estradeita V-twin - que teve cópias de todas as outras fabricantes.

    Durante os anos seguintes, a Virago sofreu diversas mudanças notáveis. Em 1982, a Yamaha introduzio uma versão mais larga da 750, a Virago XV920. A 920 ofereceu diversas características luxuosas que não eram encontradas na 750, como disco dianteiro duplo, guidon ajustável, e display de cristal líquido. Em 1983, o bebê da família foi introduzido, a Virago XV500. A Virago 750 e a 920 vieram cada uma com uma versão nova em 1983, repleta de pintura preta de alto-brilho, e motores pretos com detalhes dourados. O problemático display de cristal líquido na 920 foi trocado por mostradores analógicos tradicionais.

    A Yamaha touxe um redesign maior das Virago 750 e 920 em 1984. Os motociclistas queriam que suas motos tivessem mais características custom - como mais cromados e uma aparência mais "chopper". Então, os filtros de ar foram movidos para fora do motor e ganharam capas cromadas. A suspensão traseira mono-shock foi trocada por dual-shocks expostas com molas cromadas brilhantes e corpo que trabalhavam bem melhor que a mono-shock. Os mostradores foram aumentados em favor da legibilidade, e um tanque em formato de "gota" completou o estilo. 1984 também foi o primeiro ano dos regulamentos tarifários da Harleyno governo dos EUA, e a Virago 750 foi reduzida a 699cc para ficar abaixo do corte tarifário. Inversamente, a Virago 920 foi enlargada para uma 1000cc, e um tanque secundário de meio galão foi adicionado em baixo do banco para melhorar o tanque principal de 3.3 galões.

    As Viragos permaneceram intactas até 1986, quando a de 1000cc foi aumentada para 1063cc e renomeada para Virago XV1100. O tanque secundário foi eliminado e o tanque principal aumentado para 4.4 galões. O ano de 1987 viu a menor Virago nascer desde então, a 535cc, e em 1988 a tarifa de importação foi rescindida, permitindo o retorno da Virago XV750cc. Mais do que introduzir novos esquemas de pintura a cada 2 anos, a Yamaha desde então não mudou a Virago. E por que mudaria ? As linhas clássicas - nos atrevemos a dizer tradicionais - da série Virago tem se firmado bastante nesses 15 anos, gerando o Virago OWners Club no caminho, e se tornou uma das motocicletas estradeiras mais populares da história."

    No final dos anos 90, a Yamaha começou a produção da Virago 250. Também nessa época teve uma curta produção do modelo de 125cc.



 Informações Técnicas

    Abaixo você pode encontrar algumas informações sobre as diversas viragos que existem pelo mundo. Clique em uma delas para obter maiores informações:

XV 125cc

Virago 125cc

XV 250s

Virago XV250s

XV 400

XV400

XV 500

Xv500


XV535

XV535

XV 700

XV700Pe

XV 750

xv750

XV 920

xv920

XV 1000

xv1000

XV 1100

Xv1100
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